



O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, anunciou hoje que em oito anos o cadastro nacional de eleitores poderá ser totalmente biométrico. Por meio desse sistema, o eleitor é identificado na urna eletrônica pela sua digital. Segundo o TSE, uma experiência feita na eleição de domingo nos municípios de São João Batista (SC), Colorado D'Oeste (RO) e Fátima do Sul (MS) concluiu que esse tipo de identificação é eficaz, inclusive em áreas rurais, onde os eleitores costumam modificar sua impressões digitais por causa do trabalho no campo.
Para testar o sistema, o TSE escolhe três cidades onde há predominância de eleitores que trabalham no campo. De acordo com informações do secretário de tecnologia da informação do TSE, Giuseppe Dutra Janino, apenas em 0,5% dos casos a urna biométrica não reconheceu as digitais do eleitor. Ele disse que esse índice baixo ocorreu porque foram cadastradas as digitais de todos os dedos dos eleitores. No caso de o sistema não identificar o polegar, por exemplo, tenta-se a identificação pelos outros dedos da mão. Se nenhuma das digitais for reconhecida, o eleitor pode votar depois de mostrar um documento original com foto. Posteriormente, ele deverá convocado pela Justiça Eleitoral para cadastrar novas digitais.
De acordo com informações do TSE, uma urna com esse equipamento custa cerca de US$ 700. Com a implementação do sistema biométrico de votação, o TSE espera impedir que uma pessoa vote pela outra. Esse é o ponto que ainda é considerado vulnerável no sistema eleitoral brasileiro. Pelas regras atuais, em tese é possível uma pessoa votar no lugar de outra. Atualmente, para se identificar no local de votação, basta que o eleitor apresente o seu título, que é um documento sem foto.
A Motorola irá lançar amanhã o Moto Q11 Live Messenger, voltado para quem gosta de trocar mensagens instantâneas. O novo smartphone da Motorola funciona em redes GSM/EDGE, mas não tem suporte a redes 3G. O aparelho tem teclado QWERTY e é equipado com câmera de 3 megapixels e tem saída padrão de 3,5 mm para fones de ouvido. O sistema operacional é o Windows Mobile 6.1 e dá suporte aos serviços Live, como Hotmail e Windows Live Messenger. A memória é de 1GB. O Q11 ajuda a não se perder pelas ruas: vem com GPS integrado e com 260 mapas para navegação completa inclusos. O preço sugerido pelo fabricante é 899 reais.
Na primavera de 2006, um dispositivo com dados de 17 milhões de pessoas foi roubado. A informação partiu da revista alemã Der Spiegel e as informações roubadas são referentes a clientes da operadora T-Mobile, do mesmo país. Na última semana, a Deutsche Telekom, grupo que comanda a operadora, veio a público para confirmar o roubo.
Em nota, o grupo diz que foram vazadas informações confidenciais como nomes, endereços e números de telefone celular e, em alguns casos, também a data de nascimento e endereços de e-mail. Segundo a Deutsch Telekom, os registros furtados não continham dados bancários, números de cartão de crédito nem chamada de dados. O grupo também informa que não foi constatado nenhum uso das informações por terceiros.
Logo após descobrir o roubo, há dois anos, a Deutsche Telekom diz ter comunicado às autoridades competentes e Ministério Público. De acordo com o último, na investigação que ocorreu ao longo de vários meses foi possível recuperar alguns dados roubados. E, na internet e em dados comerciais locais, não foi possível revelar pistas de que houve uso indevido ou comercialização no mercado negro. Entretanto, o grupo se diz preocupado, pois “aparentemente a revista Der Spiegel foi capaz de acessar os dados em questão através de terceiros”.
“Estamos muito preocupados pelo fato de que o incidente de 2006 ganha relevância uma vez mais. Até agora, acreditávamos que os dados em questão tinham sido recuperados completamente como parte das investigações”, afirmou Philipp Humm, managing director na T-Mobile Deutschland. “Nós lamentamos sinceramente dizer que não fomos capazes de proteger os dados de nossos clientes em linha com as nossas normas”.
Além de se desculpar, o executivo garante que atitudes foram tomadas desde a ocorrência. “Gostaríamos de salientar que temos as nossas medidas de segurança apertadas significativamente desde 2006”, atestou.


Além disso, é o ponto de partida de qualquer relacionamento. O coração dispara, o corpo se aquece, a pressão arterial aumenta. O beijo na boca desperta o corpo. O olhar, o tato, o paladar, o olfato e a audição se intensificam. Por isso, o desejo sexual cresce, aumentando o prazer. Essa eletrização ocorre porque os parceiros se tocam em um ponto extremamente sensível. Os lábios percebem os toques com a mesma intensidade que a ponta dos dedos. Mas com uma grande vantagem: o apelo erótico. "Os lábios só perdem em sensibilidade para o clitóris e a glande", afirma o sexólogo americano Daniel Stein. Um ingrediente extra favorece o prazer: a fantasia. No imaginário masculino, a boca se assemelha à vulva, o que torna um beijo de língua tremendamente excitante. Para os homens, essa carícia faz lembrar a penetração do pênis na vagina. E mais, o beijo é visto pelos sexólogos como um dos principais ingredientes da vida afetiva. A falta dele pode ser sinal de afetividade em baixa. "O beijo exige entrosamento, carinho. Se os dois não estão felizes um com o outro, podem até conviver, mas fica ruim se beijar", explica a psicóloga Carla Zeglio, do Instituto Paulista de Sexualidade. "Muitas vezes o casal faz sexo, mas não beija na boca. Falta um sentimento mais forte", conclui. A questão da afetividade foi levantada pela pesquisadora inglesa Martha Stein, em 1980, ao avaliar o comportamento de 64 prostitutas. Ela assistiu, escondida em quartos de motel, a 1.230 relações sexuais. Na maioria delas não ocorreu beijo na boca, porque as mulheres temiam se apaixonar se fizessem isso. Quanto mais se beija, mais se quer beijar. Esse é o segredo para quem quer resgatar a prática. "A gente tem de forçar a barra e achar um tempinho para encaixar o beijo na rotina", diz o psicólogo Aílton Amélio. Para despertar o desejo, basta fechar os olhos e relaxar. Uma delícia, não? Então por que deixar para depois? Quer mais um motivo? Além de ser prazeroso, o beijo traz uma série de benefícios físicos e emocionais. O toque ardente dos lábios movimenta 29 músculos, provoca a pressão de até 12 quilos de um rosto contra o outro e eleva os batimentos cardíacos: eles saltam de 70 para 150 batimentos por minuto. Esse bombeamento sanguíneo aumenta a oxigenação das células, estimula as funções circulatórias e diminui a insônia e as dores de cabeça. A cada beijo de língua, trocam-se 250 bactérias junto com a saliva, o corpo queima 12 calorias e a produção de hormônios aumenta. O nível de serotonina, substância química que dá a sensação de euforia e relaxamento, cresce. Por isso, beijar na boca acalma, ajuda a liberar sentimentos reprimidos, reduz o complexo de rejeição e alivia o estresse. Tudo em questão de instantes. |
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Agora que a Apple já vendeu 160 milhões de iPods, deu nova forma ao setor de música e inspirou dezenas de concorrentes, talvez tenha chegado o momento de admitir: os music players talvez representem mais que uma moda passageira.
» Fones de ouvido do futuro terão som 3D
» Fones gigantes funcionam como caixas de som
» Novos fones funcionam debaixo d'água
» Acessório garante elegância para quem usa fones
Mas ao longo de todo esse tempo quase ninguém mencionou o gritante problema que cada um desses aparelhos oferece: os fones de ouvido.
É, vocês entenderam. Centenas de milhões de vezes a cada dia, donos de players digitais colocam seus fones de ouvido sem pensar duas vezes, e isso não só os deixa surdos diante do mundo exterior como também os torna inconscientemente rudes.
E isso se a pessoa consegue que eles fiquem no lugar. Ninguém fala a respeito, mas considerável proporção da população não dispõe da formação cartilaginosa necessária a manter os fones de ouvido no lugar. (Sou um deles. Não conte para ninguém.) Que tal demonstrar alguma simpatia por essas pessoas sofridas? Onde estão os grupos de ajuda mútua, os programas de caridade em nosso benefício na televisão?
Bem, a tecnologia criou esses problemas e agora os resolveu. Dois fones de ouvido alternativos chegaram ao mercado e ambos resolvem com elegância todos os problemas de audição, segurança e encaixe dos modelos tradicionais. Em lugar de serem colocados nos ouvidos, eles transmitem sinais sonoros pelos ossos ou cartilagens. Seriam perfeitos - se não tivessem suas próprias falhas.
O mais promissor desses fones é o Audio Bones, disponível em laranja, azul, branco e preto por US$ 190 (cerca de R$ 380) - e, por US$ 30 a mais (não pergunte o motivo) em rosa, verde limão, púrpura ou marrom.
São fones de ouvido que transmitem sons pelos ossos, o que significa que o som passa diretamente pelo crânio para o ouvido interno, sem usar o tímpano. O conjunto fica instalado na porção traseira da cabeça, encaixado sobre as orelhas, e os fones pendem adiante delas. Ou seja, os fones de ouvido, se é assim que você se refere a eles, ficam atrás de suas orelhas.
Em outras palavras, os ouvidos ficam completamente desocupados. É possível ouvir a música do aparelho mas também tudo mais que acontece em volta.
O design do aparelho é muito inteligente e oferece uma longa lista de vantagens. Por exemplo, os fones resolvem de maneira elegante o problema da indelicadeza, porque a pessoa pode ouvir música sem se excluir da conversa. É como conversar ouvindo alguma música ao fundo - mas em um aparelho muito pequenino que só uma pessoa é capaz de ouvir.
Os aparelhos também ficam firmes no lugar porque não precisam das cartilagens para retenção. Eles ficam enganchados sobre as orelhas. Nem todo mundo tem cavidades auditivas capazes de acomodar o fone de um iPod, mas quase todo mundo tem orelhas.
Além disso, os Audio Bones se enroscam menos do que os fones tradicionais, porque têm um único cabo, que desce do centro da faixa plástica que une os dois fones, em lugar de um cabo por fone.
O que vou dizer a seguir provavelmente vai soar alarmante e controverso. Mas se você pensar bem vai perceber que é perfeitamente seguro usar esses fones ao dirigir. Afinal, como é que usar esses fones pode ser mais perigoso que ouvir o rádio no carro? A única diferença é que eles são muito menores e ficam muito mais perto de sua cabeça.
Uma surpresa é que se pode ouvir música com o Audio Bones mesmo que você esteja usando protetores de ouvido, o que pode ser uma boa idéia caso a pessoa trabalhe em ambiente ruidoso. Os fones comuns do iPod não oferecem essa capacidade.
Além disso, o fone é à prova d'água. Caso você encontre maneira de tornar o player impermeável (um estojo à prova d'água, por exemplo), poderá ouvir a Música Aquática de Handel enquanto nada.
O ponto é irrelevante, mas vale a pena admitir: o Audio Bones torna menos repulsivo tocar música para alguém usando o seu player. Pode assumir: quando alguém tira fones de ouvido comuns das orelhas e os passa a você, há pelo menos um momento de avaliação de higiene pessoal antes que você decida colocá-los nos ouvidos.
Os fabricantes do Audio Bones também garantem que a condução de som pelos ossos oferece menos probabilidade de perda de audição ao longo dos anos, e que essa tecnologia permite que certas pessoas que sofreram problemas nos tímpanos voltem a apreciar os prazeres da música (a condução óssea de som já está disponível em certos aparelhos auditivos).
A lista de qualidades é bastante impressionante. E, excetuado o preço salgado, só existe um problema significativo quanto ao Audio Bones - e é um problema crucial: a qualidade de som não é muito boa.
Comparado a fones de ouvido comuns, o Audio Bones parece mais abafado, com menos presença. E o volume oferecido é bem mais baixo - é preciso colocar o iPod no máximo para ouvir os detalhes da música. Os audiófilos que já se queixam da qualidade de som do iPod certamente ficarão revoltados.
Mesmo assim, o Audio Bones serve perfeitamente para ouvir livros gravados, música para exercício físico e música como distração. E a lista de vantagens que o aparelho oferece é bem longa. Basta dizer que se o Audio Bones permitir que ciclistas, motoristas ou corredores sofram um desastre a menos, isso já é um bom começo.
Mas a estrutura óssea não é o único caminho para o coração dos amantes da música. Uma empresa chamada Zelco oferece uma experiência extra-auditiva completamente única: os fones de ouvido Outis (US$ 110, ou cerca de R$ 220). São fones completamente bizarros que você prende na parte externa da orelha, o que faz deles os primeiros fones a conduzir som pelas cartilagens.
Encontrar a posição perfeita pode demorar um pouco; o som muda muito dependendo de onde o aparelho é posicionado na orelha. Não são especialmente confortáveis, tampouco, porque apertam sua orelha para se manterem no lugar. (Por sorte, a cartilagem da orelha não é especialmente sensível.)
Mas a parte mais estanha é um recurso adicional do Outis que se torna aparente quando a música começa: ele vibra.
Em um esforço para simular os impulsos sonoros que as pessoas sentem nos ossos diante do subwoofer de um sistema de som, a Zelco equipou os fones com o que deve ser um primo minúsculo do mecanismo que faz com que os celulares vibrem. A cada golpe de baqueta ou toque de guitarra, você sente um pequeno drrrr vibrante e audível nos ouvidos. Sim, é possível verdadeiramente sentir a música, ainda que mais como cócega do como que pulso nos ossos.
O efeito causa fortes controvérsias. Algumas pessoas acreditam que as vibrações tornam mais interessante a experiência de ouvir música. Outras mal podem esperar para arrancar os fones das orelhas.
Infelizmente, o Outis requer bateria própria, uma caixa branca de plástico que a pessoa precisa prender à roupa - e se lembrar de carregar, em uma tomada ou porta USB, depois de seis a oito horas de uso, o que representa considerável incômodo.
A unidade de bateria tem um pequeno botão que supostamente permite controlar até quatro intensidades diferentes de vibração. O que ela na verdade oferece são quatro volumes diferentes. Ou seja, não se pode reduzir a vibração sem reduzir a audibilidade.
É lastimável, na verdade, porque o sistema parece promissor. Sem o truque da vibração, você tem fones que oferecem graves ricos e agudos nítidos (até mesmo para as pessoas que estejam nas proximidades - os fones deixam escapar bastante som).
Ainda assim, não há alteração de projeto capaz de impedir que uma pessoa pareça esquisita usando o Outis. As pessoas vão imaginar que você está usando capas de batom por trás das orelhas.
Mas pensem no aspecto positivo: ao menos há quem esteja aplicando certa engenhosidade aos problemas dos fones de ouvido. (A solução mais brilhante até o momento são os fones Arriva, da arriva.com. Eles oferecem ponto de conexão para um iPod Shuffle bem no meio da faixa dobrável que conecta os dois fones, e fica na parte traseira de sua cabeça. O resultado é um sistema de música pessoal de uma peça só, sem fio, que não sai do lugar e é fácil de recarregar. Caso a pessoa use cabelo comprido, pode esconder o aparelho completamente, o que altera profundamente a experiência de participar de longas reuniões com o pessoal do escritório. Mas é melhor que eu volte ao assunto.)
Se você não se incomoda em trocar algum volume e clareza por mais segurança e conveniência, o Audio Bones é o seu aparelho. Quanto ao Outis, por enquanto é melhor considerá-lo como experiência para as pessoas que adoram experimentar novidades antes de todo mundo.